Ouço no telejornal de hoje na RTP....
"os portugueses é o povo mais infeliz"
"os mais felizes são os povos da américa latina"
É bem verdade que temos hoje cada vez menos razões para nos encontrar-mos felizes, muito embora a maioria dos portugueses entrevistados lá irem dizendo perante as câmaras que até são muito felizes, que até são umas pessoas relizadas, com família, mulher e filhos, como se isso fosse necessáriamente um sinónimo de felicidade....
No entanto, quem são estes tipos para dizer que somos o povo mais infeliz, em que é que se baseiam, qual o significado da sua amostragem, quem queram impressionar !?
Há hoje uma necessidade visceral em fazer de alguns números notícia, de lançar para a praça rankings, percentagens... tentar de algum modo resumir uma realidade com tanto de complexa como de abstracta. Esqueçemo-nos sempre de chamar a atenção para a representatividade desses dados, para a sua base de apoio, para o seu real significado e procuramos apenas a notícia pela notícia, aonde é que isto vai parar !?
O João exprimiu o seu significado soberbamente, desta forma :
"mcrankings" (...) os 'rankings' são a fast food da informação
E o Jobim cantou-a de um modo brilhante....
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade sim