Uma manifesta confusão generalizada entre empregabilidade e profissionalização directa
Pior é quando se passa dos descritores de conhecimentos-competências para a proposta de duração dos ciclos, especialmente o primeiro ciclo(...)Define-se bem o que é necessário como formação mas depois, ao medi-la temporalmente, usa-se o velho paradigma pedagógico, em vez do paradigma de Bolonha. Insisto no que tanto tenho escrito: o processo de Bolonha é ininteligível se esquecido o paradigma de Bolonha: tipologia diferente de educação académica e vocacional; formação académica de banda larga; ênfase na aquisição de competências; primado da aprendizagem sobre o ensino tradicional; etc. Tudo isto está mais do que discutido, mesmo entre nós, e ao alcance dos membros das comissões.
3+1+1 ?
No esquema 3+2, o mestrado de 2 anos não é uma soma de 1+1, de que se pode aproveitar o 1º ano para outro fim. O grau, seja científico seja vocacional, tem coerência e não é manta de retalhos.
Suspeito de que tudo isto tenha muito a ver com a reverência do MCIES em relação ao CRUP, que sempre defendeu um 4+2 anti-Bolonha, e com a "agenda escondida" do financiamento, que também me parece estar muito na base da proposta do CRUP.
Prof. João Vasconcelos Costa in Publico
Publicado por Antonio em janeiro 26, 2005 03:25 PM