Faço um testezinho sugerido pelo Pastilhas ...
Este levanta no ar uma questão muito simples mas que merece a minha meditação...
Can your beliefs about religion make it across our intellectual battleground?
Nem sempre é fácil separarmos na nossa mente aquilo que poderá ser explicado unicamente pela nossa Fé e aquilo que é explicado de um modo racional...
Julgo que há uma tendência, inerente à própria condição humana, de procurar de algum modo interpretar à luz da razão todo o mundo que nos rodeia, e há coisas para as quais só a Fé nos permite encontrar as saídas.
No entanto, quando procuro ler as coisas à luz da minha Fé pessoal em Deus encontro, por vezes, de facto uma certa necessidade de ir também ao encontro da razão, talvez da procura de alguma compreensão dos factos baseada em fenómenos mais naturais ou terrenos...
Confesso que apanhei um "direct hit" só lá mais para o fim.... os tipos apanharam-me distraído !!
;)
Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo!
Chego da missa, saio recordando-me desta frase: "a alma é forte mas a carne é fraca" e fica-me também sempre na memória a frase que Jesus transmitiu aos seus apóstolos sabendo já que a sua crucificação pelos homens estava próxima. Que bom se pudessemos todos olhar mais para o edifício do que para as pedras, por vezes....
A presença de alguma discussão, muito saudável nesta fase inicial em que esta realidade ainda se encontra, em torno do que poderá vir a ser ou não o futuro dos blogs, trouxe-me à memória um poema de José Régio que transmite uma mensagem que julgo estar acima de todas elas e que, por isso, deverá estar sempre presente, nesta como noutras realidades, no nosso pensamento...
"Vem por aqui" ? dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
? Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
- Cantico Negro, José Régio
.... assim espero não me esqueçer !
No Cafeina, Eduardo Sousa, chama a atenção para o facto de, na sua opinião,
"este nicho da internet nacional está ao rubro com a pressão exercida pela corporação político-jornalística para dominar e controlar este campo específico da internet, visto como o último bastião dos 'independentes', naquela que é talvez a última batalha por salvar a democracia na internet. Já se adivinha um futuro em que os sites 'do povo' estarão relegados à obscuridade da meia-dúzia de visitas/dia, e em que milhares lêem avidamente os McBlogs de jornalistas e políticos, transformados em novos Marcelos Rebelo de Sousa"
Confesso que isto me parece uma atitude demasiado radical perante aquilo que poderá ou não vir a ser o futuro dos blogs neste meio, e até um discurso demasiado de esquerda. No entanto, ele lança aquilo que me parece quase assemelhar-se a algo que poderá ser considerado como um novo "Código Deontológico" para meio, algo que merce uma reflexão....
Assim, o autor defende que "A resistência far-se-á pela competência" e deixa "21+1 pontos para um weblog melhor" que aqui transcrevo....
01. HIPERTEXTO. A utilização de links, colocados em palavras ou excertos relevantes do texto, apontando para páginas relacionadas, ou talvez para um artigo anterior arquivado, deve ser explorada e utilizada sempre que possível. Mesmo que a partilha de um link não seja o assunto principal de um artigo, isto é uma boa forma de abrir os horizontes.
02. INTERNET. Um bom weblogger, especialmente se tiver pretensões de reflectir sobre o meio que está a utilizar, deverá fazer algum trabalho de casa para compreender o funcionamento de um website e da própria internet.
03. DESIGN. A função precede a forma e o conteúdo é mais importante que a cosmética, mas é muito boa ideia fazer um esforço por aprender no mínimo a modificar os templates. A utilização de pré-fabricados, embora adequada para quem começa, leva ao aparecimento de uma imensidão de weblogs de aspecto idêntico o que dificulta a memorização e a identificação por parte dos leitores.
04. PÚBLICO. Um weblog é por defeito público, e o autor de escritos privados, sejam pessoais ou com destinatários específicos, deverá colocar um aviso no seu site e logicamente deverá recusar qualquer tipo de promoção. Tendo um site público, o autor nunca deverá perder a noção de que está a escrever para desconhecidos. Pode imaginar um público específico, mas deverá encarar o seu weblog como uma fanzine, não como um diário.
05. MEMÓRIA. A menos que considere o seu weblog uma performance limitada no tempo, descartando assim os arquivos, um autor deve respeitar o registo de artigos passados. Poderá mudar o nome, mas nunca deverá descartar um blog para começar outro a menos que o bom-senso o implique (por exemplo, mudanças de língua ou de tema específico). Passados dois anos de escrita os artigos antigos são um registo muito valioso, passados dez talvez não tenham preço.
06. FIDELIDADE. Um autor não deverá alterar os seus artigos, sejam correntes ou passados, a não ser para corrigir eventuais erros de ortografia ou na transcrição de um URL. Assim deverá pensar duas vezes no que vai escrever, e caso cometa um erro deverá publicar uma errata - nunca deverá suprimir o artigo.
07. PALHA. A 'palha' impressa chateia. 'Palha' no ecrã faz doer os olhos.
08. AMIGOS. Um blog não é uma novela que se apanha a meio. Referindo-se a terceiros, o autor deve fornecer alguma informação sobre a pessoa, seja colocando um link para o seu site, ou, quando não é possível, explicando em um ou dois adjectivos a sua relação com a pessoa (ex. "o meu amigo Henrique" ou "a Catarina, uma colega minha"). Se o autor desejar preservar a identidade dos visados, deverá suprimir o nome, ou em alternativa utilizar nomes fictícios. A utilização de iniciais, vista em alguma literatura, deve ser evitada por estas serem de difícil memorização.
09. ACONTECIMENTOS. Um bom weblogger deverá ter a permissão de terceiros antes de contar episódios passados com estes, a menos que estes sejam inócuos ou a identidade das pessoas seja bem preservada.
10. GENEROSIDADE. É melhor dar que receber, e num weblog não é excepção. Links ou referências a outras pessoas ou sites deverão ser feitos sem esperar nada em troca. A blogroll - a lista de links lateral - não deve ser interesseira. E um autor digno nunca deverá enviar um e-mail ou um comentário para um desconhecido a pedir um link. Quem é referido num weblog cedo o descobre, não há necessidade de forçar.
11. BLOGROLL. A blogroll deverá ser eclética e não apenas confinada aos amigos e conhecidos de um weblogger. Deverá ser fruto do mérito, uma lista dos melhores weblogs de acordo com o autor. Para quem visita, a lista de links deverá ser uma garantia de bons weblogs.
12. WEBSITE. Nunca esquecer que um weblog é um website, e assim um autor que faça a programação e/ou layout do site deverá cumprir as regras básicas do webdesign.
13. DIÁLOGO. Um weblog não deve ser um interminável e autoritário monólogo, mas também não deve ser apenas um dos interlocutores de intermináveis diálogos inter-weblogs que provocam desnorte no visitante. Um weblog comunitário ou com múltiplos autores é uma solução mais adequada, e aplausos mútuos constantes são de evitar em qualquer caso. O diálogo, a ser travado, deverá ser directamente com os visitantes com o recurso a sistemas de feedback.
14. HUMILDADE. Auto-crítica e humildade são coisas boas. Dada parte da natureza e do folclore da internet, esta nunca será o meio ideal para alguém manifestar a sua própria grandeza por palavras.
15. SINCERIDADE. Um weblogger deverá preservar a sinceridade e exprimir o que realmente sente e pensa sobre os assuntos. Se não o conseguir neste espaço de liberdade e possível anonimato, é pouco provável que o consiga noutras situações. Não deverá forçar opiniões políticamente correctas.
16. VERBORREIA. Nenhum weblogger é pago a metro, portanto deverá ponderar se aquilo que pensou escrever realmente tem interesse para o seu público. A 'bloguerreia' é algo a evitar.
17. TEMPO. O tempo do público é um recurso limitado e não deve ser abusado por um autor. Fazer alguém perder uma pequena parte da sua vida com banalidades é garantia de que esse alguém não volta.
18. COMPETIÇÃO. Os concursos fazem mal ao ego da maioria que os perde. Além disto, os processos que levam um weblogger a destacar-se são muitas vezes dúbios e irão ser contestados e alvo inevitável das más-línguas.
19. CÉREBRO. Um weblog deverá ser um hobby construtivo, e o autor deverá tirar dele partido para se enriquecer culturalmente, para se auto-descobrir e para se consciencializar para certas questões. Assim, um weblog deverá visar o cérebro e não o umbigo do autor.
20. OPINIÃO. Certos tipos de referências, como a um filme, a uma música ou a um livro pedem a opinião pessoal do weblogger, nem que seja fornecida por um adjectivo. O acto de simplesmente 'largar nomes' é muito facilmente conotado com uma ignorância escamoteada.
21. AMOR. Afinal um weblog é apenas um hobby. Mas deverá ser um hobby trabalhado com calma e amor, e não uma paixão momentânea movida por um desejo de estar na moda.
00. REGRAS. Na realidade não existem regras. Todos os conselhos expressos acima poderão ser contrariados desde que através de uma forte fundamentação.
Confesso, que não sinto grande afinidade com a existência de alguma espécie de "código" num meio que se quer livre e plural, no entanto, pareceu-me importante transcrevê-lo para aqui de modo a poder, de vez enquando, dar-lhe uma vista de olhos e lembrar-me de algumas coisas com as quais concordo inteiramente....
Eu vou tirar daqui as minhas notas !
Saiu esta semana um artigo na revista Visão - Bem-vindo à blogosfera - que val a pena ser lido. Incidindo sobre esta "nova" realidade dos blogs, o que ele me introduz de novo é sobretudo o facto de expor o "Quem é Quem" nos blogs nacionais...
Eu tirei as minhas notas...
O Gato fedorento
Nascido pelas mãos de um grupo de amigos que dizem ter pouco em comum («a nível ideológico e até clubístico»)
(...) encontrou no humor o ponto de convergência das vontades. Um blogue sem tema, mas com um tom definido, que fala de tudo o que passa pela cabeça de quatro rapazes entre 26 e 30 anos, autores dos textos das Produções Fictícias. «Só tínhamos acesso à televisão através do Herman. Pela primeira vez, podemos escrever para um público razoavelmente vasto sem intermediários», afirma Ricardo Araújo Pereira, 29 anos.
Ponto Média
«O que me leva a alimentar o meu weblog é o mesmo que me leva a ser jornalista: vontade de comunicar com os outros e suspeita de que o que tenho para escrever interessa a alguém», explica António Granado que, numa decisão de novo milénio, inaugurou o seu blogue a 2 de Janeiro de 2001. No Ponto Média, contam-se «estórias sobre jornalismo e jornalistas» mas, de vez em quando, também se mete a colherada noutros temas. Ao sábado, um resumo do weblog de Granado sai da blogosfera e aterra nas páginas do Público.
Blog de esquerda
também jornalista José Mário Silva, 31 anos, um dos autores do Blog de Esquerda, o aspecto interessante deste meio é o facto de «poder escrever sobre assuntos que sentimos não ter legitimidade ou oportunidade para escrever no jornal»
Pastilhas
como referiu Miguel Esteves Cardoso numa das últimas crónicas no DNA: «Blogar é escrever num meio terrivelmente aberto ? interactivo, instantâneo, espúrio (...) A força do blogue está no facto de não haver mediações; do salto ser puro; da combustão ser total.»
os blogues «envergonham a prosa paralisada que hoje passa por escrita ? e por português ? nos jornais».
Abrupto e o Estudos sobre o comunismo
até o eurodeputado Pacheco Pereira parece dar passos maiores no seu Abrupto, como nota Nelson de Matos, 58 anos, editor da Dom Quixote e também autor de um blogue, o Textos de Contracapa: «Nos textos de imprensa ou na TSF, ele defende as perspectivas de um partido, enquanto ali está mais solto. Até consegue criticar Marcelo Rebelo de Sousa.»
O autor de Abrupto (que recebeu mais de 50 mil visitas num mês e meio) conclui: «Às vezes espreme-se tudo num dia e fica pouca coisa, mas o que fica é bom e fica sempre alguma coisa.» O eurodeputado, que, como figura pública, acabou por mediatizar os blogues, realça ainda a «felicidade» dos bloguistas pela posse destes espaços ? «eles são a realização de um sonho que parecia inatingível para as gerações de estudantes com pretensões intelectuais do liceu e da universidade: ter uma revista literária, um jornal onde se pudesse escrever o que se quisesse».
«A explosão de blogues é um acontecimento importante na esfera pública portuguesa.» A opinião é de Pacheco Pereira, que além de Abrupto, criou o Estudos Sobre o Comunismo
«A imediaticidade do meio permite uma crítica ou uma reflexão sobre os eventos muito rápida. No caso da conferência de imprensa e da entrevista à RTP de Fátima Felgueiras, vários blogues levantaram no mesmo dia todas as objecções que, uma semana depois, emergiram na comunicação tradicional como se fossem grandes novidades. É verdade que esta imediaticidade também se presta à asneira, mas aí os blogues em nada se distinguem da comunicação tradicional.»
neste universo, as figuras mediáticas como Pacheco Pereira têm impacto, mas são uma minoria.
Textos de contracapa
Nelson de Matos, 58 anos, editor da Dom Quixote e também autor de um blogue
olha com muito interesse para os bloguistas anónimos. Habituado a muitas leituras, o editor da Dom Quixote diz que os blogues têm, às vezes, «uma surpreendente qualidade literária». «Essa é também uma razão porque ali estou», sublinha. «De repente, aparecem a escrever e a intervir pessoas, algumas delas bastante jovens, com qualidades de escrita e reflexão a que é bom estar atento. Pode acontecer que um dia eu decida desafiar um ou outro para um passo mais decisivo», promete.
Memória Inventada
«Se os editores forem espertos, ficam atentos ao que se está a passar na blogosfera», frisa José Mário Silva, dando um exemplo: «A Memória Inventada tem matéria mais do que suficiente para fazer um livro de contos e crónicas francamente melhor do que a maior parte das coisas que são hoje publicadas em Portugal.»
Aviz
Em suma, um outro espírito, reconhece Francisco José Viegas. O escritor e jornalista abriu o Aviz há pouco mais de uma semana. «Nos blogues falamos mais francamente.»
Francisco José Viegas não tem dúvidas: «Uma das grandes surpresas foi a revelação de gente que escreve muito bem e que sabe exactamente o que quer dizer, além de ter opiniões válidas.»
Coluna do Infame
lançado em Outubro de 2002 pelos críticos literários do DNA Pedro Mexia e Pedro Lomba e pelo colunista de O Independente João Pereira Coutinho, foi o primeiro a dar nas vistas, com os seus textos de inspiração direitista sobre artes, política e literatura. O suficiente para o editor-adjunto do DNA, José Mário Silva, amigo pessoal de Mexia, ter decidido criar um blogue, juntamente com o irmão, Manuel Nunes Silva, como resposta à Coluna Infame. Apareceu então o Blog de Esquerda, a 1 de Janeiro de 2003
Quando a Coluna Infame acabou, a 10 de Junho, na sequência de uma «troca de galhardetes» mais inflamada entre um dos seus elementos e um colaborador do Blog de Esquerda, o acontecimento mereceu referências na imprensa
Enquanto durou, a Coluna teve mais de cem mil visitas e inspirou o aparecimento de inúmeros blogues
Blog de Esquerda
o editor-adjunto do DNA, José Mário Silva, amigo pessoal de Mexia, ter decidido criar um blogue, juntamente com o irmão, Manuel Nunes Silva, como resposta à Coluna Infame. Apareceu então o Blog de Esquerda, a 1 de Janeiro de 2003. «Senti que eles tinham uma importância e uma qualidade de reflexão política muito boa e era preciso equilibrar. Entretanto, surgiram alguns blogues de esquerda bastante bons, mas ainda há três vezes mais blogues de direita do que de esquerda, por razões que ninguém sabe explicar. Eles até criaram uma associação, a União dos Blogues Livres [http://blogues-livres.mirrorz.com]», conta o jornalista.
Tal como a Coluna Infame, o Blog de Esquerda ? «sem outras ligações ao Bloco de Esquerda que não a simpatia pelo movimento», frisa José Mário ? surgiu com intuitos não exclusivamente políticos. Publica poesia, faz crítica literária e divulgação, mas foi o debate político entre os dois blogues que os catapultou para as páginas dos jornais
Mas Pedro Mexia e Pedro Lomba não resistiram muito tempo longe deste universo e já voltaram com o Dicionário do Diabo e o Flor de Obsessão, respectivamente
O Dicionário do Diabo
Quando Pedro Mexia regressou à blogosfera com Dicionário do Diabo, a comunidade de bloguistas vibrou de emoção. E lá voltou o crítico literário às noitadas à frente do computador, para afirmar as suas ideias e se deleitar com as polémicas da blogosfera. «Se arranjasse um patrocinador, tornava-me num profissional dos blogues. Não fazia mais nada.» Quem sabe o que o futuro vai reservar aos blogues?
Blog dos Marretas
Nuno Jerónimo, 31 anos, João Canavilhas, 37, e Jorge Bacelar, 43, trocam a pele de professores universitários pela de três personagens dos Marretas. Statler, Waldorf e Animal fazem diariamente as delícias de cerca de 600 cibernautas comentando os temas da actualidade com um toque de humor. Na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, ainda ninguém os interpelou por causa do Blogue dos Marretas, mas com a fama que têm é pouco provável que os professores de Sociologia (Nuno), de Comunicação (João) e de Design (Jorge) consigam passar incógnitos. Afinal, eles são os donos de um dos mais divertidos blogues portugueses. Amigos há cerca de 12 anos, os três «marretas» dividem-se na hora da ideologia: Nuno e João à direita, Jorge mais à esquerda.
«Escrever no blogue é estimulante e quase viciante», considera Nuno Jerónimo, um nome que nada diz ao comum dos portugueses mas que já tornou Statler num dos mais famosos e admirados bloguistas
Ponto e vírgula
«Acedi ao desafio de uma amiga de infância para fazer uma conversa gramatical a dois», conta André Freitas, 25 anos, um dos autores
(..)é um blogue animado que não deixa escapar os escândalos políticos nem o filme póstumo de João César Monteiro. Ele publicitário, ela galerista de arte, amigos com «vidas mais paralelas que convergentes», encontraram um espaço de conversa entre eles e com a restante «pontuação» que habita a blogosfera. «Pensei que só a minha mãe fosse ler o que eu escrevia. Não tinha noção da real dimensão dos blogues», confidencia André.
Bomba inteligente
tradutora Carla Hilário de Almeida, 32 anos
Apaixonada pela escrita, Carla não resistiu a inaugurar o seu blogue em Abril, durante a guerra no Iraque. A inspiração para o nome veio da conjuntura internacional. Ali criou um espaço de reflexão e de poesia (há quem lhe gabe as traduções de poemas gregos). «Na blogosfera conhecemos as pessoas pelo fim. Através da escrita, vemos os seus pensamentos e a forma como se exprimem antes do seu aspecto e tudo o resto», realça.
Na era da Mediacracia*....

In Meisterstein
Numa altura em que a gente por vezes "come aquilo que nos dão" e onde a cabeça funciona apenas como uma antena que capta a realidade que nos é transmitida pelos media e a assimila apenas como se fossem factos consumados e aos quais "apenas estamos condenados" nos dias de hoje ...
Convém lembrar que cada um só come aquilo que lhe apetece e tem sempre a liberdade de o deitar fora a não ser que esteja com muita fome disso...
Post Scriptum
* - Esta palavra não vem no dicionário... mas será que ainda não vem porque ninguém se lembrou disso ou será que já existe outra com o mm significado e eu ainda não a vi !? De qq forma, eu admito, inventei-a agora pq me apeteceu !
Pronto, esta ideia estava-me aqui na garganta para sair cá para fora já à algum tempo... com tudo isto que andamos ultimamente a consumir!! Ufff saiu !
Notas pessoais: hoje, já descobri outra utilidade para o meu blog ...!!
O Luis lança hoje uma dúvida curiosa "Será que o frango é mesmo maricas ?", a propósito das suas receitas culinárias, e o Paulo levanta a ponta do véu acerca de uma notícia a sair no próximo jornal Expresso que me parece vir desmistificar um certo lado demasiado intelectual cuja colagem parece que tem vindo a ser feita nos últimos jornais e revistas, com o boom de notícias que têm surgido em torno desta nova realidade...
À que desmistificar a coisa .... "isto encontra-se de tudo como na farmácia" ! é só ler o O meu pipi e em seguida o Sócio[B]logue, por exemplo, e as diferenças tornam-se evidentes ... não podemos eleger uma nem outra como melhor, nem mostrar apenas uma das faces desta realidade que se quer livre, plural, interactiva e sobretudo PRESENTE !!
Ainda a propósito do mesmo tema o Sócio[B]logue brinda-nos com um post onde coloca um excerto de um capítulo intitulado "Jovens Acompanhantes : 'Puta de vida que me fez Puta'", desde logo per si muito sugestivo, o conteúdo que este transcreve desperta-me ainda mais para a leitura do estudo efectuado....
O que eu espero fazer em breve !
Este é o título do trabalho, da autoria do Prof. Dr. José Machado Pais para o qual foi hoje anunciado o Prémio Gulbenkian para a Ciência 2003....
O estudo, segundo o autor, ?é uma investigação sobre jovens, suas trajectórias de vida e horizontes de futuro? em que é dado particular destaque ?à precariedade de emprego e às formas múltiplas de ?desenrascanço? correntemente apelidadas de ganchos, tachos e biscates: trabalhos precários, ?expedientes?, formas inventivas de ganhar dinheiro nos limites do legal e do ilegal, do legítimo e do ilegítimo, do formal e do informal. Mas é também uma pesquisa sobre as suas inquietudes da vida, seus tempos de incerteza, tensões que emergem quando o presente se confronta com o futuro, em situações de impasse e de ameaças de desemprego, ainda que as estatísticas o ocultem...?
In Gulbenkian
"É uma investigação sobre os jovens, analisa as vivências precárias de trabalho e os seus percursos em busca de aventuras, que acarretam muitas desventuras", contou José Luís Cardoso, membro do júri
Há o caso da estudante que se prostitui e que por isso leva uma espécie de vida dupla e o do rapaz "disc-jockey" que é, ao mesmo tempo, ajudante de pedreiro. São testemunhos de pequenos delinquentes e de jovens que sonham com "tachos" na política ou com o seu próprio negócio, como o do jovem distribuidor de "pizzas", que acabou por criar uma empresa de serviços de estafeta.
In Público
Não poderia ser mais actual o tema do trabalho deste investigador em sociologia.
Não posso ficar de modo algum indiferente aos resultados que este estudo evidencia na sociedade actual e à incerteza clara que o futuro nos oferece nos dias de hoje....
O Dia Um de Portugal....
Confesso que os meus conhecimentos acerca da História de Portugal andam um pouco pelas ruas da amargura...
Mas foi uma amiga, de Guimarães curiosamente, que trouxe à minha memória o facto de hoje se comemorar o primeiro grande acontecimento susceptível de criar uma nação independente que se chama hoje "Portugal" - a Batalha de S. Mamede

painel de Acácio Nuno
Numa tarde de 24 de Julho de 1128, provavelmente no lugar de S. Mamede, no concelho de S. Mamede de Aldão próximo de Guimarães, D. Afonso Henriques e os seus Barões aliados disferem um ataque de surpresa sobre as hostes de D. Teresa, sua mãe, e os fidalgos galegos de Fernão Peres de Trava que se encontravam ali estacionados.
A manobra concebida por D. Afonso Henriques assentaria muito particularmente no conhecimento dos movimentos do inimigo e dos seus acampamentos.
O resultado do ataque teria de ser visível aos olhos de todos, irrefragável e iniludível.
O exército de Fernão Peres de Trava, não estaria organizado, não teria coesão, não disporia de ânimo para combater, para morrer por uma causa que não lhe movia o coração.
D. Afonso Henriques recolhe com a sua gente a Guimarães. Obtivera estrondosa vitória. A situação já não é a mesma, altera-se, sofrera uma inversão completa. Quem passou a simbolizar o Estado, quem agora manda, quem é o chefe incontestado é D. Afonso Henriques.
Curiosamente esta data não surge por acaso ...
A mutação cósmica do solestício marcava uma decisiva mudança política. O Santo que nesse dia se venerava anunciara a vinda de Cristo. Parecia agora proclamar o aparecimento de um novo reino, destinado a tornar na cristandade um lugar de relevo.
... exitindo por isso ainda uma certa ligação ao S.João que hoje tb se comemora no Porto.
No final ....
A batalha consagra, o afastamento definitivo entre Portugal e a Galiza, marca o início da independência portuguesa.
Com base num excelente trabalho por professores e alunos da Escola EB 2,3 de Pevidém

Nas vertentes cavadas em socalco crescia a vinha.
Era ali a terra pobre donde nasce o bom vinho. Quanto mais pobre é a terra, mais rico é o vinho. O vinho onde, como num poema, ficam guardados o sabor das flores e da terra, o gelo do Inverno, a doçura da Primavera e o fogo dos estios. E dizia-se que o vinho daquelas encostas, como um bom poema, nunca envelhecia.
In O Jantar do Bispo, Contos Exemplares de Sophia de Mello Breyner Andresen
Este foi para mim um dos contos mais exemplares que já alguma vez li acerca da realidade duriense e da relação entre o poder económico dos proprietários com os seus trabalhadores e o poder da igreja...
Tão exemplar como esta frase única de um transmontano marcado pela sua identidade....
Doiro, rio e região, é talvez a realidade mais séria que temos
In Portugal, Miguel Torga
Sinto-me de algum modo seduzido por estas coisas do tarot e da astrologia...
(faz parte da minha leitura de Domingo o horóscopo da Maya na Pública), acho que o homem tem sempre alguma necessidade ou curiosidade, se lhe puder chamar, por estas coisas que de certa maneira o ultrapassam e fascinam...é talvez algo de muito intrínseco à condição humana seja na astrologia ou noutra coisa qualquer
Povo que saiste à rua, Nesta noite singular:
A cidade é toda tua Mesmo que seja a brincar!...
Como a lenha da fogueira, Assim somos na noitada;
Uma arde a noite inteira, Outra fumega e mais nada.
In Jornal de Notícias
Sendo uma tradição nem sempre muito recordada do São João do Porto junto com os manjericos, os martelinhos (sempre mto relembrados), a fogueira ou a sardinha assada. Estas contam com o apoio do Jornal de Notícias que organiza já desde 75 anos o Concurso de Quadras do S. João.... para que estas também não sejam esquecidas de todos!
Num dia como o de hoje...
"Biba" a Sardinhada !
Biba a Broa e o Caldo Verde !
Biba a malga de vinho verde Tinto !
Biba os martelinhos !
Biba o Santo !
Biba o Porto !
(carago !)
... eu afinal de contas sou um home do norte !!
(mas hoje perfiro ficar em casa lonje da confusão)
Gosto um pouco mais desta que retrata bem claramente o seu objectivo....
Registo, s.m. Acção ou efeito de registar, de lançar em livro próprio a cópia ou extracto de um documento para ficar lembrança dele; a cópia desses documentos ou papeis | O livro público ou particular, onde se lançam os registos ou quaisquer documentos, guias, conhecimentos, letras, entradas ou saídas, etc. (...)
In Grande Dicionário da Língua Portuguesa, de António Morais Silva
Para que conste:
REGISTO - nm Acto ou efeito de registar; acção de inscrever em livro próprio a cópia ou extracto de um documento que deve ficar arquivado; cópia de documento registado; livro público ou particular em que se inscrevem certos factos ou documentos; o mesmo que registo civil; exame ou verificação aduaneira; fita, papel ou cartão que se põe entre as folhas de um livro para assinalar alguma passagem; escala demonstrativa; seguro do correio; aparelho que regula a tiragem de um forno ou chaminé; peça do relógio que serve para atrasar ou adiantar o movimento dos ponteiros; estampa de santo; chave de torneira; peça de açude ou dique; livro especial; peça do órgão que regula a introdução do ar nos tubos do instrumento; peça que move os abafadores do piano; o timbre diverso das diferentes partes do órgão; parte da extensão total de uma voz ou de um instrumento que possui as mesmas características de sonoridade; aparelho que regula a introdução do vapor na caixa de distribuição e no cilindro.
In Dicionário Enciclopédico Verbo
Hoje é um novo dia na minha actividade de blogguer....
Para mudar para melhor, muda-se sempre....
A partir de hoje este será o meu novo endereço, substituindo um outro já existente desde já algum tempo : http://up2dated.blogspot.com/, no entanto a substituição de endereço não irá trazer uma mudança no conteúdo, i.e. naquilo que pretendo fazer do meu blogger... embora não seja algo de muito definido mas antes algo que se vai transformando em função nomeadamente do meu estado de espírito do momento é algo que se poderá assemelhar a um "registo", a um "bloco de notas" onde procuro guardar de modo mais organizado (cronologicamente) todas as coisas que vou ouvindo, lendo ou sentindo por aí....
Não faço dele algo com intenções de voyeurismo mas será antes um puro exercício de umbiguismo (cit. Nuno Centeio) onde não procuro mais do que tomar algumas notas para mim, para um dia lembrar e manter registradas....
Fico contudo totalmente aberto ao feedback que eventuais leitores muito bem lhes apeteçam enviar...
Não posso terminar sem agradecer todo o apoio prestado pelo mentor deste novo "weblog.com.pt" nesta mudança e na adaptação a este novo software de edição bem melhor que o blogger.com. Orgulho-me de fazer parte talvez de um grupo de pessoas que se orgulham de escrever em portugues, estar em portugal e ter tb por que não o seu blogger num weblog portugues que espero venha a manter o maior sucesso nesta comunidade. São mais que evidentes as vantagens que este oferece....
Teste, teste
Vamos lá ver o que isto vai dar....
Confesso que sou um admirador deste blog...
faz parte da minha lista de referęncias e gostei ultimamente das contribuiçőes do vitor verdura e em especial desta última do ricardo duarte intitulada Mr Jose Maria Vira a uma intensidade qualquer na expressăo deste homem que me atrai .....
Leio o "Jejum" de Guerra e Pas e confesso que tenho que concordar também um pouco com o que ele diz...
Cada vez mais a blogolândia parece um dicionário de citações (...)
acerca da (...) opinião publicada e os posts: na primeira as citações são para ser usadas com muita moderação, nos segundos, use-se e abuse-se. Ora, cheira-me que as citações são as nossas plumagens de pavão. Ai citas Camus? Toma lá Baudelaire!
Embora desconheça quem é Camus ou Baudelaire e não me sinta tão pouco um pavão ... sinto que tenho alguma tendencia para as citações, por aqui, embora tentando deixar sempre mais qualquer coisa.
Por outro lado, uma das maiores utilidades que tenho descoberto para o meu blog é precisamente poder fazer dele um "bloco de notas" ordenado cronológicamente onde vou registando o monte de coisas que hoje nos vão despejando em cima ou que casualmente vou lendo ou ouvindo por aí...
se servir para isso já lhe vou dando alguma utilidade para mim !
De qualquer dos modos julgo que vou tentar Jejuar um pouco de vez em quando ... tb faz bem !
Perguntaram, certa vez, a Confucio:
"O que o surpreende mais na humanidade?"
Confucio respondeu:
"Os homens perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde.
Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro.
Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nao tivessem vivido...."
Através de um e-mail de um amigo intitulado "a triste verdade...."
para reflectir nos dias de hoje.
A propósito do artigo de Pedro Rolo Duarte no DNa "A blague dos "blogues"" gostei bastante de ler a crítica de Nuno Centeio, do Epigas ao Vento, de onde cito:
Um blogue É um exercício de umbiguismo (salvo raras excepçőes). Um blogue é um sítio onde podemos escrever, editar, linkar, ou colocar imagens, sobre tudo aquilo que gostamos de fazer. Isto implica que pode ser um instrumento complementar ŕs funçőes que exercemos no nosso quotidiano, ou pura e simplesmente um lançamento de idéias, pensamentos e críticas sobre os mais variados temas, que em outro sítio estaria limitado a ser lido ou ouvido pelo grupo de pessoas mais chegadas. Săo as tais "conversas de café ou da treta".
(...) uma das particularidades mais positivas dos blogues (...)é o facto de serem infinitos. De neles a única limitaçăo ser a imaginaçăo do(s) autor(es).
No entanto, na blogosfera há pessoas que os lęem, os comentam, e até os atacam, se necessário. As maiores trivialidades do dia-a-dia podem ser interessantes num blogue, mas num suplemento de um jornal já estariam ultrapassadas pelo tempo.
O imediatismo dos blogues é mais intenso e violento que o de um jornal, e ŕs vezes até mesmo da televisăo ou da rádio (...) Os ânimos aqui podem eventualmente exaltar-se para lá do bom senso, mas isso faz parte da natureza humana. Todos temos um lado negativo, e que por vezes se revela aqui .
Acho que é na própria liberdade ao direito de expressăo e nesta interaçăo que geram a propósito dos vários temas que os Blogues assumem um clara posiçăo....
Năo fica certamente nada bem a um reponsável editorial vir criticar esta liberdade, em especial dos seus colegas jornalistas que eram os mais criticados no seu artigo
Acerca da discussão do papel dos blogs....
numa visão distanciada de psicoanalistas segundo me pareceu....
"Julgamos que o mundo virtual é tão rico em informação (a tal gigante biblioteca) como pobre no confronto real (corpo a corpo, olhos nos olhos) com a desilusão que a realidade oferece e que, para muitos, é insuportável pelo que carrega de frustração. O mundo virtual, em que se incluem os blogs e até o pensar dos blogs, é um mundo mais protegido e protector.
É igualmente curioso verificar como se organiza a comunidade blogger através de grupos de elite que se apoiam entre pares, atacam ou ignoram os considerados ?corpos estranhos?. Recorrendo aos links, à expressão ?amigo/a?, por exemplo, podemos ?arrumar? os bloggers em grupos e sub-grupos sem dificuldade. Há um blog ?Cruzes Canhoto? que o mostra sob o seu ponto de vista, subjectivo, mas que consideramos muito intuitivo e próximo da realidade.?
JPP cit. Pisicossomática
Para reflectir um pouco acerca desta nova realidade.
Leio Miguel Esteves Cardoso no DNa de hoje...
"Esta semana, perguntou-me o meu sobrinho-neto (...) o que era um grego"
"(...) creio ter descoberto, no meio da minha estafada inocência, uma notável maneira de explicar os estrangeiros. No fundo, resume-se numa linha: todos os estrangeiros são praticamente iguais aos portugueses, excepto numa ou outra caracteristica exagerada, coitados"
Não é que eu concorde absolutamente numa visão tão egocêntrica mas ele prossegue descrevendo os vários "estrangeiros"....
"um grego (...) é um portugues mal disposto"
"um frances (...) é um portugues com a mania que é bom. Repare-se que também funciona o contrário : um portugues, em larga medida, é um francês inseguro do valor dele"
(confesso que gostei em particular desta última!)
" Um ingles é um portugues solitario"
" Um italiano é um portugues feliz"
Acrecentando que "Assim se ve que o italiano é o contrário de um grego, o que até é verdade. Seja como for, o portugues está sempre no meio, que é como convém"
Citando Agostinho da Silva ... " a definição do brasileiro - é um português a solta"
"Um espanhol é um portugues orgulhoso. Que bate muitas palmas (...)"
"Um japonês é um portuges tímido "
"Um argentino é um portugues que tem a mania que não é portugues"
"Um suiço é um portugues policial"
"Um alemão é um português profundo. Repare-se (...) como evitei o epiteto nazi"
"Um turco é um portugues violento"
"Um irlandes é um portugues simpatiquissimo"
"Um belga é um portugues apatrida"
("Um australiano é um brasileiro ingles")
"Um cubano é um italinao feliz - ou seja, um portugues duplamente feliz" !
Partindo em seguida para a posibilidade de se aprofundar isto um pouco mais no sentido da regionalização...
"Um australiano é, digamos um portugues algarvio"
"Um neo-zelandes (...) é muito um beirao bem-educado"
"Um mexicano é um alentejano sentimental"
Terminando com a dose típica de algum cinismo típico do Miguel Esteves Cardoso...
"Confio que esta e uma nao pequena contribuiçao para um mais profundo conhecimento dos povos que partilham este nosso belo planeta"
Fica-me no final apenas a dúvida acerca do que é afinal ser um Portugues nos dias de hoje onde cada vez mais as personalidades se confundem e a história, essa, é por vezes esquecida.....
COmprei um CD !!!
Confesso que era algo que já não fazia à algum tempo ... com estas coisas agora da net !!
Stan Getz & Joao Gilberto
Parabens à Verve pela série de originais reeditados em CD com uma excelente capa e informação enquadrando cada autor na sua época e na contribuição dada para a música Jazz !
Custou-me apenas 11 Euros e ...
Soube-me lindamente !
P.S. Se eu pudesse acho que comprava toda a colecçăo ...
I'm Back !!!!
(...)
Curioso o meu PC ter avariado depois de ter citado algumas Leis de Murphy da ultima vez....
Confesso que nao sou supresticioso !!!