"Sr. Feliz e Sr. Contente"
"diga à gente, diga à gente, como vai este país...".
Nicolau Breyner e Herman José, RTP, 1975
"senhor fulano, diga-me lá como é que vai a justiça?"
Jorge Sampaio, RTP, 2003
E a resposta é......
(suspense !)
(...)Meus senhores, que páre tudo! Afinal as coisas são capazes de estar mesmo mal. Se calhar, isto não é assim tão relativo. Se calhar, não nos devíamos estar a borrifar. Talvez valesse a pena emergir deste lodaçal e encher os pulmões de ar. Porque, no fim de contas, está nas nossas mãos. Nas mãos deste povo tão dado ao catastrofismo pacóvio, ao pessimismo de pacotilha e ao sensacionalismo inflamado. Mas que sempre foi incapaz de praticar as formas mais elementares de autocrítica construtiva. [Pedro Robalo]
Não terá chegado já a hora de emergir...
Resolvi seguir a sugestão do fórum e experimentar ambos os ediores de posts
Ambos apresentam como principal objectivo facilitar a inserção e edição de posts de modo muito mais expedito do que o sistema tradicional e cumprem-no efectivamente na perfeição em especial para quem tiver já mais que um blog onde regularmente vai inserindo os seus posts...
Claramente o zempt é um projecto que se inicou à pouco tempo não apresentando por isso o tipo de "acabamento" que apresenta já o w.bloggar, esse passa não só pelo aspecto gráfico muito mais amigável e simpático neste último, com um aspecto que se apoxima muito mais do windows XP mm quando trabalhamos ainda com o windows 2000 pro como é o meu caso, mas também em múltiplos pequenos pormenores que vão contribuindo um pouco para a facilidade de utilização.
O w.bloggar apresenta a vantagem de apresentar já um interface em várias línguas que inclui o Português (Brazil) e um fórum, na mm língua, para os utilizadores muito mais activo que o sistema anterior. Este apresenta o objectivo de ser à partida muito mais abrangente, incluindo a possiblidade de se integrar em múltiplos servidores de blogs (Movable type (weblog.com.pt), Blogger,....), o que se torna no seu principal inconveniente ao não apresentar por exemplo a possibilidade de escrever uma entrada distendida, comum no movable type mas talvez não tanto nos restantes, que existe já no zempt e que é talvez o seu principal e único inconveniente.
O zempt foi criado sobretudo para servir como base para o Movabletype, onde se suporta o weblog.com.pt, e tem por isso um interface que se assemelha mais às funcionalidades típicas deste. Este apresenta sobretudo uma grande simplicidade, sem as múltiplas funcionalidades do anterior mas com aquilo que de facto importa, no sítio certo. Não consegui descobrir a possibilidade de inserir imagens nos posts de forma expedita, o que se transforma no seu verdadeiro calcanhar de aquiles!!!
Ambos apresentam vantagens e inconvenientes sérios como tive a oportunidade de me deparar numa primeira aproximação, recapitulando num encontrei a dificuldade em inserir as imagens (zempt) e no outro (w.bloggar) a dificuldade em colocar entradas distendidas, cada utilizador saberá melhor pesar para si a importancia que dá a cada uma das coisas, de resto vale efectivamente a pena utilizá-los nos nossos posts diários dada a sua eficácia e facilidade de utilização....
"If national character is nothing but an illusion - i.e. if properly speaking the distinction between national stereotypes and national character is invalid - illusions of this kind are surely ubiquitous, and persistent."
H. C. J. Duijker e N.H. Fridja
National Character and National Sterotypes (Amesterdão, 1960)
In "Sentido que a vida faz - estudos para Óscar Lopes"
De que fibra é feita a nossa identidade nacional, qual é a matéria que a constitui ?
Estaremos nós a viver um momento que resulta de um esterótipo da nossa sociedade brutalmente amplificado pelos media?
Em que esterótipo eu me incluo !?
Será a realidade bem mais cruel que qualquer estereótipo que se possa criar a esse propósito ....
ou "a realidade é construida quando a observamos", e os nossos olhos observam-na através dos nossos preconceitos procurando formatá-la dentro dos estereótipos que já construímos ....
A prostituição em bragança, a pedofilia ou outros dos casos hoje muito amplificados, o que é q estão a ajudar a construir ?
Muito ruído....
Estou confusso !
"Nos Cafés espero a vida
...................................
- Cafés da minha preguiça
Sois hoje - que galardão! -
Todo o meu campo de acção
E toda a minha cobiça"
Mário de Sá-Carneiro
In Café de Subúrbio
Confesso que apesar de não me identificar particularmente com o conteúdo deste poema tenho que reconheçer que está brilhantemente escrito e que contém uma observação perspicaz daquilo que é para muitos o significado de uma "Vida de Café".
Encontrei-o num pequeno livro cheio de poemas extraordinariamente belos e ricos, acerca do mesmo tema.
Hoje o meu contador do Bravenet atingiu os 1000 "Unique visitors", tenho algumas dúvidas à cerca da veracidade de tal número, no entanto, mais coisa menos coisa, deverá no final andar lá bem perto disso.....
Tenho-o para aí desde finais de Junho (não resisti !) e passaram desde então cerca de uns cem posts e apesar do seu valor não ter qualquer significado na imensidão dos números que populam aí por blogs bem conhecidos de todos o facto de se tratar de um número bem redondinho põe-me a pensar....
1. Andarão perdidos estes tipos que vêm por aqui parar certamente por acaso ?
2. Não terão nada de mais interessante para fazer !? será que estão fartos de ver a novela ou que quando chegam de manhã cedo ao trabalho, depois de ler o seu e-mail, gostam de ir "bisbelhotar" os "bitaites" de uns tipos meios doidos como eu....
3. Será q a coisa se torna grave e endémica e o tipo de repente põe-se a ler aquilo q por aqui aparece (quase) todos os dias !? é melhor ir ao médico, à dias em que mm eu me pergunto o que é q este tipo escreve para aqui !!
4. O que é que eles encontram de interessante por aqui, que mm eu por vezes não encontro....!?
And last but not the least .... se há por aí uns tipos doidos a aparecer digam qualquer coisa de vez em quando ! se é que.... ooops !
;)
P.S: Apesar do Paulo me ter explicado por A+B que as estatísticas dele estão correctas eu ainda estou em estado de coma a tentar perceber onde é que andam tantas resmas de gajos doidos
Só para abrir o apetite de leitura...

Nós falamos quase sempre como quem usa frases, palavras. Às vezes, e de repente, sentimos que, pelo contrário, estão as frases, as palavras, a utilizarem-nos como se fôssemos nós, e não elas, a servir de veículos para um certo sentido.
As palavras, quando usadas, servem-nos de mãos, mãos de mil dedos invisíveis, que enredam as coisas e de algum modo as manejam. Quando são elas, vivas, a usar-nos, não há fora delas, quaisquer coisas situadas ou a situar: a fala e o mundo consubstanciam-se em um mundo só, e parece que renascemos. Trabalha-nos um novo senso do real e do humano.
Óscar Lopes
Uma espécie de música
In "Sentido que a vida faz - estudos para Óscar Lopes"
Estando, ainda que supostamente, num local de estudo como uma Biblioteca, à mesmo alturas em que nos apetece simplesmente divagar pelos livros que a compõem. Há dias em que assim se descobrem coisas verdadeiramente "DELICIOSAS", pelo menos para justificar o momento em que procuramos sobretudo uma boa razão para não ter que estar ali a olhar perdidos para a nossa imensa papelada....
Aqui ficam duas boas sugestões:
- "Café de Subúrbio"
- "Sentido que a vida faz - estudos para Óscar Lopes"
para quem também estiver num destes dias !
Se se pudesse dar uma droga a cada cor política, a cocaína seria a droga do regime, como o charro é a dos desiludidos da esquerda, a heroína dos abstencionistas, a ecstasy dos CDU e liberais, etc. (...)
(...)é evidente que a cocaína não é propriamente uma droga dos trabalhadores: pelo preço, à volta de doze contos a grama; pelo efeito - a coca é a droga da eficácia imediata, não da produção em série.
Cheira-se uma linha e tem-se a sensação de que se pode ser nomeado subsecretário de Estado sem necessidade de experiência alguma (...) Ou que seremos irresistíveis em qualquer sítio e com qualquer pessoa, é um facto que devemos acreditar quase cegamente (...) para nos podermos solidarizar com a perseguição implacável que se faz à venda legal deste produto.
O seu efeito energético parece tão perfeito que não se compreende onde está o mal.
O seu efeito é descritível. Ao cheirá-Ia, quando é mesmo boa (...) estamos preparados, com coragem e decisão, para enfrentar as vicissitudes que a vida nos coloca.
Em termos estritamente económicos, feitas as contas, não é tão caro como tudo isso. Uma garrafa de whisky novo numa discoteca custa cerca de quinze contos
O efeito gingão e grosseiro que o álcool provoca não se sente com a cocaína. Contudo, têm em comum uma verdadeira vocação social. A conversa fácil e uma certa diminuição da timidez são notáveis. A sensação da omnipotência dura pouco, e a repetição da dose é necessária
Se se trata de terminar um trabalho, a maior ou menor disposição para o dito pode sugerir uma necessidade também maior ou menor da quantidade a consumir
Claro que se pode falar de coca como a droga abrangente por excelência. Não nos desvia dos nossos objectivos nem distorce a realidade. Só as nossas potencialidades são artificialmente exageradas
Não nos enganemos. O êxito da droga reside no seu efeito imediato. A longo prazo, tomado abusivamente ou sem períodos de recuperação, deve, provavelmente, fazer mal
COISAS QUE ESCAPAM
O Alentejo
O Passado
A EN 1
Os Iates
O Estrangeiro
A Arte em Geral
A Sida
Alguns Portugueses
O fogo posto
O PSR
O Saudosismo
Os Correios
As Indirectas
A Sabedoria
Bater com a porta
A Leitura
Os Palavrões
As Ordens Religiosas
Os Nossos amigos
(...)
in K, nº 15, Portugal como dar o salto: Cocaína / Coisas, Alberto Castro Nunes et alii, Dezembro 1991
[Kapa]
Anda por aí muita gente a consumila ultimamente....
Senhores políticos e deputados é favor consumir com moderação !
À nossa querida Dra. Amélia....
Haja que houver
há sempre um homem
para uma mulher
E há de sempre haver
para esquecer
um falso amor
e uma vontade
de morrer.
Seja como for
há de vencer
o grande amor
que há de ser
no coração
como perdão
pra quem chorou
[Stan Getz/João Gilberto e António Carlos Jobim]
We can do no great things; only small things with great love
[Madre Teresa de Calcutá]
É no amor que entregamos ao modo como nos dedicamos a cada uma das pequenas coisas do dia á dia e aos grandes desafios a que nos oferecemos, que podemos encontrar a realização pessoal e a nossa felicidade...
Talvez tenha sido este o grande testemunho deixado por Madre Teresa que foi hoje beatificada pelo Papa
quero uma coisa destas !
Nota: tem que ser preto, não gosto desta cor.
Post Scriptum : Pedir tb não custa nada....

(...)ando há uma semana a tentar desvendar a natureza do que sinto (...)
parece-me muito próximo da 'angústia' - não por ter medo de desconhecer para onde olham as pessoas, mas talvez por ter medo de desconhecer porque o fazem.
[metamorfose]
É muito interessante a forma como J coloca o problema...
Talvez o medo resulte do simples facto de esta imagem por à prova a nossa Fé ao não mostrar nada mais que um conjunto de crentes a olhar para o céu ela não revela o que está para lá e aí nós teremos que nos libertar da nossa racionalidade e acreditar que está o que sabemos estar baseando-nos nos relatos e sobretudo na nossa Fé, em particular em N.Sra. de Fátima, e em nada mais.
Acreditando nesta imagem como verdadeira ela coloca em mim também esse desafio, o dasafio de não a olhar procurando advinhar o que está para lá do "pano" naquela curiosidade humana impossível de sossegar, mas olhando-a como um testemunho marcante de um momento miraculoso de profunda comunhão e fé em que acredito.
O que é que distingue um génio de uma pessoa sem essas propriedades?
Para mim, são coisas como esta....

[Mordillo]
Deliciosa descoberta....
"Por mais raro que seja, ou mais antigo,
Só um vinho é deveras excelente.
Aquele que tu bebes, docemente,
Com teu mais velho e silencioso amigo."
Mário Quintana
[Claudia]
Breves notas de leituras:
O tempo :
«Para que serve o tempo ? O tempo é que impede que tudo nos seja dado de uma só vez. Ele atrasa, ou, antes, ele é atraso. Deve pois ser elaboração. Não seria ele então o veículo da criação e da escolha? A existência do tempo não provaria que há indeterminação nas coisas?»
Henri Bergson
A nossa visão sobre o mundo está dependente da forma em como interpretamos o tempo.
O passado&futuro :
(...)o passado era apenas uma ilusão provocada pela memória, e que o futuro era uma ilusão provocada pela expectativa.(...)
O presente :
(...)a única coisa que realmente existia era um eterno presente e a nossa incapacidade de vermos a matéria como ondas de uma frequência específica
... lidas no Rui Gil
(...)Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
Carlos Drummond de Andrade
[Niil]
Onde buscas tu os teus sonhos, onde procuras a eternidade ?
Pelo sim pelo não vou-me tentando contentar com esta.... Carpe diem !
... mantendo a esperança contida de continuar sonhando por dias melhores...
isso, certamente ninguém, em parte alguma, consegue retirar ao homem.
Em resposta ao Kamasutra do meu amigo K, aqui vai este ...
... muito mais "ao natural" !

Porque ela existe e nos pode tocar a todos quando menos se espera é bom saber que existe por aí boa gente disposta a dar o seu apoio e solidariedade efectiva aos doentes e familias afectadas...
Stress, Situação experimentada pelo organismo, em termos fisiopsicológicos e bioquímicos, quando sujeito à agressão dos factores ambientais. Estes são o frio e o calor, o cansaço e o repouso, a doença e o sofrimento moral, a abundância de oxigénio e a sua carência, etc. A agressão desencadeia mecanismos hormonais haven-do três fases neste processo - de alarme, de resistência e de exaustão, que pode levar à morte. No estudo do stress notabilizou-se, a partir da década de 30 deste século, o médico canadiano Hans Selye
In Dicionário Enciclopédico Verbo
Também depende do chamado "coeficiente de cagaço (k)" isto é do grau de importância que damos a determinado objectivo ou acontecimento e dos riscos que este nos parece ofereçer. Assim, para um k mais elevado tendemos a oferecer um maior cuidado na acção e a apresentar um maior stress perante a sua resolução ou concretização .
"Estou fodido!" => (k mto elevado <=> Stress elevado)
Tenho dito ;)
Muito a propósito de um tema da actualidade, Silencio volta a surpreender-me com um novo texto:
—Olhe, a moralidade burguesa não sabe o que quer. De um lado gritam pelo combate à diminuição da natalidade e exigem que se reduzam as despesas necessárias para a educação dos filhos e para a sua preparação profissional. E por outro lado, estamos a sufocar no meio da multidão; todas as profissões estão de tal modo abarrotadas, que a luta pelo pão de cada dia ofusca os horrores de todas as guerras passadas. Praças arborizadas e cidades ajardinadas! Fortalecimento da raça! Mas, para que serve o fortalecimento, quando a civilização e o progresso desejam que não haja mais guerras? A guerra seria o remédio contra tudo e para tudo. Para o fortalecimento e até contra a diminuição da natalidade.
in A Montanha Mágica, Thomas Mann
Como só a sabedoria popular o sabe cantar...
Fui ao Douro às vindimas,
Não achei que vindimar;
Vindimar minhas costelas,
Foi o que lá fui ganhar.
Fui ao Douro às vindimas,
Só ganhei uns trinta réis;
Dei um vintém ao Barqueiro,
Só me ficaram dez réis.
Penteado, Whitaker. s.d. O Folclore do Vinho. Centro do Livro Brasileiro (CLB), Lisboa
Chegado o fim das vindimas, eis que se faz a festa ....
adiafa
substantivo feminino
1. Regionalismo refeição que se dá aos trabalhadores no fim de um trabalho;
2. gratificação;
(Do ár. ad-diáfâ, «hospitalidade; banquete»)
In Dicionário da Língua Portuguesa
O ambiente é a alma das coisas. Cada coisa tem uma expressão própria, e essa expressão vem-lhe de fora. Cada coisa é a intersecção de três linhas, e essas três linhas formam essa coisa: uma quantidade de matéria, o modo como interpretamos, e o ambiente em que está.
Acho, pois, que não há erro humano, nem literário, em atribuir alma às coisas que chamamos inanimadas
[Silencio cit. Livro do desassossego, Bernardo Soares]
Que seria de nós sem a Alma das coisas e lugares que nos rodeiam....
Canoa de vela erguida,
Que vens do Cais da Ribeira,
Gaivota, que andas perdida,
Sem encontrar companheira
O vento sopra nas fragas,
O Sol parece um morango,
E o Tejo baila com as vagas
A ensaiar um fandango
Canoa,
Conheces bem
Quando há norte pela proa,
Quantas voltas tem Lisboa,
E as muralhas que ela tem
Canoa,
Por onde vais?
Se algum barco te abalroa,
Nunca mais voltas ao cais,
Nunca, nunca, nunca mais
Canoa de vela panda,
Que vens da boca da barra,
E trazes na aragem branda
Gemidos de uma guitarra
Teu arrais prendeu a vela,
E se adormeceu, deixa-lo
Agora muita cautela,
Não vá o mar acordá-lo
[Carlos do Carmo]
Parabens.
Gosto do Fado como gosto do meu país, é nestas coisas que realmente nos podemos orgulhar de ser quem somos é nestes homens que nos afirmamos, encontramos a nossa identidade em qualquer lugar e nos encontramos como Portugueses de raíz.
Não sou do Fado, não sou de Lisboa, tenho na minha vida um Fado, este Fado da minha vida....
ESCREVER, O QUE É?
Fico uma hora para escolher apenas três palavras, três adjectivos. A escolha de uma palavra é um comprometimento sério, um embaraço pleno de consequências. Somos expostos mais do que queremos. Nenhuma palavra é intranscendente.
[Pedro]
Escrever uma tese passa por isto... escrever aqui é um acto que de certa forma me transcende, é um acto de liberdade, daqueles do tipo : porque sim, porque de vez em quando me apeteçe !
Cá para mim o Pedro tb ainda não entregou a tese...
P.S.: Gosto do modo como este tipo escreve.... às vezes tenho a sensação que também poderia ter escrito o mesmo mas que me faltam as palavras... Obrigado Pedro !
Ontem fui a um local onde não ia já vai algum tempo...
É curioso observar como hoje os nossos colegas e amigos nos perguntam antes:
O que estás a fazer? ou Onde estás ?
em vez de um simples,
Como estás ? ou Como tens passado ?
logo numa primeira aproximação.
Fui despertado para isso num programa da Lucinda Alves na Sic mulher que me provocou a atenção para o facto, já mais que confirmado...
Será ainda mais interessante verificar como hoje estão estruturados os valores e os interesses da sociedade, muito mais em torno da posição do que do bem-estar de um indivíduo...
Lido :
Não nos libertamos de um hábito, atirando-o pela janela; é preciso fazê-lo descer a escada, degrau a degrau
Mark Twain
[Niil]
Para quem já anda um pouco "habituado" demais a estas coisas da net...
Uff....
Felizmente, desta vez, não passou só de um susto....!
No outro dia, sem saber ainda muito bem como, carreguei na opção "delete" do meu weblog e, de uma hora para a outra, fiquei sem a possibilidade de fazer o que quer que fosse com ele ... caloiriçes !
É curioso que só nos apercebemos do modo como nos habituamos a esta coisa os blogs e a uma certa rotina diária na sua utilização após apanharmos um susto destes.... foi o que aconteçeu comigo ! (e visto agora até foi bom reflectir sobre isso)
Felizmente, existe o Paulo, ele pareçe-me ser daquele género de pessoas com muito amor à camisola para se meter a lançar um projecto como este sem grandes contrapartidas e com uma enorme pachorra para "nos" aturar nestas alturas ! E para acrescentar existem os benditos "Backups" que mais uma vez me safaram de boa !
Para além disso ficou para mim, mais uma vez, demonstrada a grande vantagem de pertençer a um weblog em Português, feito em Portugal, com uma dimensão ainda pequena (apesar de crescer a passos largos) e quase familiar que nos permite sentir "em casa" e assim safarmo-nos destas azelhiçes cá da malta !!
Obrigado Paulo !
Não resisto em guardar aqui esta frase lida no flor de obcessão:
"he who wants to persuade should put his trust not in the right argument, but in the right word. The power of sound has always been greater than the power of sense."
Pedro cit. Jabor
De facto, hoje o que fica em nós guardado não é tanto o argumento ou toda a explicação que está por de trás da construção de um facto mas antes a manchete, a pequena frase e sobretudo a palavra que nos desperta a atenção em dado momento...
Olha... mais dois (Charlotte, Sofia) para o monte !
Tenho-me apercebido ultimamente que há muita gente doida neste pequeno mundo dos Blogs....