dezembro 26, 2003

Renascimento


(...)E voltei a pensar em mim, vendo a luz pela frincha de uma janela, nestes dias em que uma pequena parte da humanidade - mas a pequena parte a que pertenço - acredita comemorar o nascimento de um Deus no corpo de um Menino, acreditando que esse Menino se fez Homem e morreu na Cruz a perguntar porque tinha sido abandonado.

E, dos Céus à Terra, houve a maior alegria quando foi Natal. E, dos Céus à Terra, cerrou-se a maior tristeza quando Ele, dando um grande brado, expirou. Mas como da Terra pouco se sabe e dos Céus nada se sabe, quem acredita só pode não saber. E, não sabendo, sabê-Lo

João Bénard da Costa, Público

Publicado por Antonio em 07:07 PM | Comentários (1)

dezembro 22, 2003

O Grande Desafio desta época...

meninojesus.jpgsantaclaus.jpg

E tu.... em quem depositas a tua esperança ?

Publicado por Antonio em 10:51 PM | Comentários (2)

dezembro 17, 2003

"Fracasso da CIG"

Vindo de dentro....

"A ilusão está em pensar que os progressos na integração europeia vêm da laboriosa arquitectura política que se constrói e não de algo mais substantivo, como seja, peço desculpa por lembrar este pequeno pormenor-, a vontade dos povos. (…) " [JPP]


Para recordar aquilo que é vivido cá fora .

Ou pior...

O que é que é mais grave? É que o falhanço da CIG tem pouco a ver com estes argumentos, ou com a vontade de mudar o caminho seguido nos últimos anos. Pelo contrário, é um seu subproduto. Eles vão continuar, em privado, a discutir os votos; em público, a erguer a bandeirinha das estrelas. [JPP]

andamos a brincar ao faz de conta !

Publicado por Antonio em 12:02 AM | Comentários (0)

dezembro 14, 2003

Como eu te compreendo (parte II)....

"Imagino o que teria acontecido se aprendesse realmente a tocar. Começava a fazer músicas. As rádios passavam-nas, as pessoas iam gostar e tornar-me-ia numa espécie de David Fonseca, mas melhor, ocupadíssimo entre gravações e concertos, sem tempo para as coisas boas da vida. E, pior, quando fosse para a faculdade obrigar-me-iam a tocar na tuna. Do que me safei!"
[Katz]

Confesso que guardo ainda assim boas recordações dos tempos dispendidos em tentativas falhadas e da admiração que tinha pelos amigos que sabiam tocar tão bem viola....

Publicado por Antonio em 10:18 PM | Comentários (1)

dezembro 10, 2003

Como eu teu compreendo...

"(...) se a blogosfera funciona assim, como é que algum dia teminarei a minha tese?"
André Belo

Outro para juntar à lista

Publicado por Antonio em 11:14 PM | Comentários (1)

dezembro 09, 2003

Estórias vs. Histórias

Estórea, estória - Grafismo antigo da palavra história
Dicionário bertrand, Cândido Figueiredo
Enciclopédia Luso-Brasileira da Cultura

Estória, nf (bras.) Arcaísmo que se procura revitalizar para, em contraste com história (baseada em documentos), significar narrativa de ficção.
Dicionário Enciclopédico Verbo

História, A História tem por objecto de estudo o passado das sociedades humanas. Depois de se ter limitado a fazer uma simples descrição dos acontecimentos políticos, a História associa-se hoje a uma série de ciências auxiliares que lhe permitem a apreensão dos acontecimentos de uma forma muito mais completa.A evolução das ciências históricas (...)
Dicionário Enciclopédico Verbo

A palavra original é, de facto, estória, originária do Brasil, onde se grafava assim já no século XV. E foram os brasileiros que passaram, depois, a distinguir história (no sentido de ciência histórica) de estória (para significar conto popular, historieta). A drª Edite Estrela, no seu "Dúvidas do Falar Português" (Editorial Notícias), justifica o aparecimento da variante estória por duas vias: « Por decalque da forma inglesa "story" ou por via popular, isto é, por transposição para a escrita da pronúncia corrente /storia/.» O seu uso facultativo nem por isso colhe unanimidade, como já aqui se lembrava em anterior resposta, arquivada na "caixa" respectiva.
J. M. C. Criberdúvidas da língua portuguesa

Mais informação aqui

De notar que nos dicionários mais recentes da língua portuguesa, nomeadamente no Grande Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa, ou no Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, só aparece o termo história e não o segundo.

Confesso que me seduz o emprego de ambos os termos na língua portuguesa, falada em português, algo que aliás me parece estar muito na moda ultimamente para descrever um realidade onde abunda muito pouco de "realidade histórica", mas tenho de reconheçer que o primeiro termo simplesmente não existe na língua portuguesa e a ter existido teria tido exactamente o mesmo significado que têm hoje a palavra história, de acordo com Cândido Figueiredo.
No entanto, uma língua está em permanente construção e acho que esta se podia "perdoar" e introduzir nos novos dicionários, na minha humilde opinião acho que haveria por aí muita estória para contar....

Publicado por Antonio em 11:37 PM | Comentários (0)

Horas

Em conversa com o nosso especialista ....

São dois os períodos do dia em que os utilizadores introduzem mais posts, através dos seus blogs, na plataforma weblog.com.pt :
um primeiro das 15 às 17h e um outro das 23 às 01h.

Penso que deverá coincidir precisamente com o final do período de trabalho (no escritório) e com o final do dia já em casa, antes de ir dormir....

Seria interessante poder fazer algum estudo acerca dos hábitos dos bloggers portugueses ou acerca das alterações introduzidas por esta nova realidade na prática de acesso à interrnet por alguns utilizadores..... fica o repto para quem se quiser dedicar !

Post Scriptum - eu confesso q pela minha parte opto habitualmente pelo segundo período !

Publicado por Antonio em 11:05 PM | Comentários (0)

dezembro 08, 2003

Leituras de fim-de-semana....

1. Os Portugueses e as Leis....

Os Portugueses adoram fazer leis. Devemos ter das mais altas produções legislativas do mundo. Depois, muitas das leis não são aplicadas. Mas redigir e aprovar esses belos textos, onde aparentemente tudo bate certo, dá-nos uma enorme satisfação: já que não conseguimos mudar a realidade, ao menos elaboramos leis. E é tão fácil escrever uns articulados... Trata-se, afinal, de uma forma de compensação psicológica para a incapacidade de actuar.
Uma maneira de tornar as leis inoperantes consiste em não as regulamentar. Há inúmeros exemplos. (...)
Francisco Sarsfield Cabral, DN

2. A propósito de algum frenesim excessivo em torno das presidenciais....

pode ser muito interessante do ponto de vista de alguns dos principais protagonistas e de outros tantos analistas políticos, mas é um debate que surge desfasado no tempo e deslocado da realidade. É virtual e inútil.
Editorial, DN

Publicado por Antonio em 06:55 PM | Comentários (0)

dezembro 06, 2003

futuro....

Talvez o maior desejo dos homens, talvez a sua maior ilusão, talvez a vontade enorme de descoberta nos tempos de crise, talvez a incapacidade de entender que este não existe sem o momento presente ....

"Nenhum homem pode ter na mente uma concepção do futuro, pois o futuro ainda não existe (...) Mas os homens chamam futuro àquilo que é consequente do presente. E, assim, a recordação torna-se previsão, ou conjectura de coisas a vir, ou expectativa, ou presunção do futuro..."
- Thomas Hobbes, A Natureza Humana, 4, 7

Futuro, o que é ?

Publicado por Antonio em 08:47 PM | Comentários (3)

dezembro 04, 2003

Estar ou não estar....

Cá para mim este tipo está a ficar em linha para entrar "em breve" em acção....

"(...) Estar em linha pode não significar estar em acção. Mas para quem hoje queira contribuir para a renovação da política, só está em acção se estiver em linha"
Manuel Maria Carrilho

Eu até gostava de saber porque é que determinadas pessoas têm muito mais jeito para pensar em escrita do que para pensar em televisão e já outras são precisamente o contrário...

Post Scriptum - eu quando for grande também quero uma página pessoal assim

Publicado por Antonio em 11:18 PM | Comentários (0)

Competências

Repensar os Doutoramentos....

only a fraction of PhD graduates find jobs in universities (...) from now on, the PhD will prepare graduates to do research in other walks of life and even equip them for other careers.

Generic training will dilute the research project. There is no time for taught elements in the PhD

Minimum threshold standards have been proposed for research degree programmes. Within this framework, the skills postgraduates will now learn during their PhDs have been defined as research skills, research environment, research management, personal effectiveness, communication skills, networking and teamworking and career management

( There are academics who have already constructed a neat little argument that generic skills are already covered - ie developed - in the writing of a thesis. This argument says that students develop a high level of communication skills in all the writing and presenting they already do and that these skills are already tested in the final examination. )

you have to make yourself attractive to prospective employers. For PhD graduates, this already means explaining that your PhD involved more than narrow specialisation. In fact, the threshold standards will provide a template for teasing out all the elements of the PhD for a wide range of employers. If you have had some training, this will make your statement of qualifications more convincing.

Lido aqui, deixa acolá!

Publicado por Antonio em 10:37 PM | Comentários (0)

Números de uma realidade muito mais dura....

Lido aqui, para reter na mente:

1,22 % - taxa de crescimento populacional, que era na década de 60 de 2,1%. Significa em termos práticos que nos próximos 60 anos a população irá duplicar se esta taxa se mantiver....

"O mais interessante é o número 6 - este é aproximadamente o número de vezes que a taxa de crescimento da população mais desfavorecida (1,46%) tem aumentado relativamente à mais favorecida ou rica (0,25%)"

Publicado por Antonio em 10:11 PM | Comentários (0)

dezembro 02, 2003

Tempo

Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós se precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera

Houvesse um canto para se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse como um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade

Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve

Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar

E é tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra e já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve

Fragilidade, Mafalda Veiga

Publicado por Antonio em 08:41 PM | Comentários (0)